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Direita reage na Paraíba


Desde a eleição que consagrou Jair Messias Bolsonaro (PSL) como presidente da República o movimento de direita da Paraíba esteve inerte, pouco participativo e concentrado, em termos de decisão, no deputado federal Julian Lemos. 

O patente desgaste do deputado com a família Bolsonaro e com membros importantes do PSL obstruiu o acesso do movimento, que tomou a campanha do presidente nos braços no mais socialista dos Estados nordestinos, ao centro de decisões do Governo e do PSL. 

Sem voz, sem espaço, sem organização e a mercê do destino do deputado supracitado o movimento de direita deu, na manhã desta quinta-feira (21), o primeiro sinal de que está vivo e forte.

“Vamos procurar novos rumos”, disse o deputado estadual Moacir Rodrigues (PSL) assim que abriu o encontro extrapartidário de direita no “plenarinho” da Assembleia Legislativa da Paraíba – ALPB. Moacir deixou claro que a reunião, convocada por líderes importantes do PSL no Estado, não era deliberativa. E para extinguir o burburinho de uma possível migração em massa para outra legenda o parlamentar pontuou: “o partido é o PSL. Vamos ficar no PSL. Fizemos o mais difícil, elegemos o presidente”.


Além do deputado estiveram na reunião figuras importantes de todo o Estado, a exemplo dos também deputados, Cabo Gilberto Silva (PSL) e Wallber Virgulino (Patri), da vereadora da capital, Eliza Virgínia (PP), dos ex-candidatos a deputado, Cap Antônio, Sérgio Moniz, Samara Aguiar, Cícero Fernandes e Cel. Ramalho, entre outros, e de líderes como a prefeitável de Conde, Karla Pimentel.

A tribuna do “plenarinho” deu voz às pessoas que levaram a campanha de Bolsonaro “nos ombros”. O advogado Sérgio Moniz fez uso da palavra para acusar a esquerda de tentar “desconstruir” o Brasil, como feito em Cuba, Coréia do Norte e Venezuela, e ao Governo da Paraíba de se sustentar explorando a miséria oriunda da estiagem. Cícero Fernandes desabafou: “o ex-governador [Ricardo Coutinho] desafia o judiciário e a direita está em casa indignada, mas calada por falta de organização”. Samara Aguiar e Karla Pimentel também discursaram sobre a necessidade de se organizar como movimento e como partido, para enfrentar as eleições municipais.
Cabo Gilberto conclamou a direita ao fortalecimento: “todos trabalhamos na campanha. Agora temos que fortalecer o nosso espaço. A esquerda na Paraíba é um rolo compressor, [por isso] a gente tem que se unir”. Discurso idêntico ao de Wallber que apontou a necessidade de maior organização.

Capitão Antônio, deputado federal suplente do PSL, aproveitou a reunião para confirmar que será candidato a prefeito de Bayeux e saiu com a garantia do apoio dos líderes presentes. Chegando a fotografar com Virgolino que diz não ter acordo político com Berg Lima.

O encontro também teve o apoio da ex-primeira-dama, Pâmela Bório, que não esteve presente por razões de saúde. Julian foi representado por uma equipe de assessores.

Criou-se um cronograma de atividades que beneficiará cidades do interior do Estado com encontros similares.

Da Redação

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