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COVID-19: Doença avança, mas um terço das cidades da Paraíba não registrou mortes por ela

João Azevedo deixou de usar verba federal para o combate ao Covid-19

A Paraíba dobrou, em pouco mais de um mês, o número de mortes causadas pela Covid-19. No início julho, mais especificamente no dia 2, o Estado alcançou a marca de mil mortes pela doença, enquanto nesse domingo (9) chegou em 2 mil óbitos causados pelo novo coronavírus. 

Conforme dados da Secretaria de Saúde, ao todo, 145 cidades da Paraíba já registram mortes por Covid-19 até esse domingo (9).

Um dos municípios sem casos e mortes confirmados pela doença é Ouro Velho, no Cariri do estado. No entanto, o Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba identificou que os testes para detecção da Covid-19 realizados na cidade estavam sendo feitos de forma inadequada e ineficaz.


A maior parte dos pacientes que morreram por Covid-19 na Paraíba tinham hipertensão, diabetes ou eram cardiopatas. Segundo os dados da SES, 668 tinham diabetes, 619 vítimas eram hipertensas, e 426 eram cardiopatas, sendo que várias delas apresentavam duas ou mais comorbidades.

Também há registros de mortos que tinham obesidade, doenças neurológicas, doenças renais, doenças respiratórias, doenças hepáticas, doenças do aparelho digestivo, doenças hematológicas, transtorno mental, imunossupressão, neoplasia, tabagismo, etilismo, entre outros.


Ao avaliar os óbitos por Covid-19 na Paraíba pela data da morte, é possível notar que o dia 3 de julho foi o que teve mais mortes registradas, no intervalo de 131 dias contados do dia da primeira morte até o domingo (9). Nele, 24 paraibanos morreram vítimas do novo coronavírus.

O índice de mortes sobe, conforme o aumento da idade. Pelo menos 614 pacientes com idade a partir dos 80 anos morreram após serem contaminadas pelo novo coronavírus.

O grupo menos afetado por mortes, no estado, é do das crianças. No entanto, dois bebês que estavam internados no Hospital Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW-UFPB) contraíram a doença e morreram. A unidade hospitalar chegou a suspender, no dia 30 de julho, internações na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal.


Um fator preponderante para o avanço das mortes é que o Governo da Paraíba aplicou somente 2,3% do valor liberado pelo Governo Federal para auxílio financeiro para ações de saúde e assistência social durante a pandemia. 

O alerta foi feito pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), publicado nesta sexta-feira (7) no diário oficial do órgão. 

Foram aplicados apenas R$ 2,2 milhões de um volume de R$ 96,1 milhões enviados pela União.

Da redação, com G1


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